installation CONCOCTION
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with AMAjack_si 🌕
Koganecho Area Management Center / Yokohama JP
photos Liu Shujia
2024

open studio during my residency at Kunsthaus Essen
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Kunsthaus Essen / Essen DE
photo Marita Bullmann
2025
palavras mágicas
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tudo bem bombom
o que tanto buscamos, quando entramos numa sala de exposição? o que de fato, queremos enxergar?
em meio à um sistema dilacerado, clamamos por alguma mágica, um feitiço, um encanto, precisamos urgentemente de algo, de alguma salvação — as espumas do mar já não dão conta, nós sempre queremos mais, de fato precisamos de pistas — que sejam migalhas marcando o caminho de volta — algum direcionamento, um pingo de esperança, algo concreto, que nos afague ou que nos faça sentir que sim, uma hora vai ficar tudo bem
o mundo realmente melhora quando vemos as pinceladas de bakun, quando nos deparamos com o azul infinito de klein, quando sentimos na pele os raios dourados de fra angelico — é aí que tudo se faz
klein planejava ir à cavalgadas até o japão bakun não aguentou
para manoel de barros, “poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas)”
a resposta de tudo, não está naquilo que nossos olhos conseguem alcançar, para crer, não é preciso enxergar — ao nosso alcance, bolachas
não existe de fato uma saída ou uma resposta — mas é só prestar atenção
a beleza da vida está num papelzinho voando, no grampo caído no piso de madeira, na viscosidade impressa da tinta sobre a superfície, na pele daqueles que amamos — tudo que nos rodeia serve para algum propósito
é grandiosa a tela de velázquez, mas precisamos mesmo é de uma varinha de condão — não para encontrar um príncipe, um vestido, ou uma carruagem, mas para que possamos entender — para que mesmo nós servimos?
o artista nada mais é do que um prestador de serviço, é ele o incumbido de realizar pequenas maravilhas, não para nos distrair ou entreter, mas para nos relembrar que a grande beleza, segue esplendorosamente intacta e dentro de cada um de nós
gabriele gomes
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expo TUDO BEM BOM BOM com Eleonora Gomes + curadoria Gabriele Gomes - Auditório Brasílio Itiberê / Curitiba BR
photos Kraw Penas
2025
solo show
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Um movimento segue o outro. E o depois desse, e o depois desse, e o depoisdesse — numa sucessão semi-infinita onde os vivos e os mortos (o antes e oagora) dão as mãos, onde os lugares e as pessoas carregam o pó da história ea terra do mundo nos pulmões. O significado dessa prática se constrói peloadensamento, empilhamento e pelo atorreamento do verbo — o fazer numasucessão geológica. Ações, comportamento ou cerimônias repetidas epadronizadas descrevem uma palavra especifica: ritual. Uma dinâmica depeso que ao longo do tempo deforma, molda e transforma o corpo, a mentee o mundo ao redor. No trabalho de Edu Cardoso Amato, todas as coisas estão levementedeslocadas. Os objetos carregam em memória o gesto que os criou —metódico, repetido, devocional — mas sem destinatário. Os tabuleiros ouijacom relevo não servem para nenhuma leitura espírita; as formas nãoanunciam nenhum deus conhecido; as imagens de revistas sãosistematicamente apagadas com spray preto: sugerindo rostos encobertosem oferenda a um vento ainda sem nome. As varinhas, instrumentosfabricados pelo próprio trabalho, operam dentro de um glossário de anti-imagens — onde nada corresponde ao que deveria ser, e onde, num anti-trabalho inútil, parecem desejar, em frêmito, apagar todas as imagens domundo tal como elas são.
A exposição se organiza como um templo de magia selvagem, de um semi-divino que escorre para todos os lados — que vaza pela matéria, pelo objeto,pelo excesso inútil investido naquilo que não precisa existir mas aindaassim, por rebeldia, decide emergir ao mundo. A inutilidade aqui não é ofracasso mas ela sim o deseja, o convoca. Quanto mais gesto sem função,mais o gesto se torna função e se constrói em um contra-feitiço contra aracionalidade funcional, objetiva e deslocada tanto da interioridade sensíveldo corpo quanto do aterramento material no mundo. Criar o divino através de preces baixas, estreitas, alongadas, a partir doquanta repetição de rituais sem sentido se dispõe a ele. Brincar com osignificado, repetir. Derreter todas as imagens e significados do mundopara moldar a forma mole dessa sopa viscosa de significados em algo maisinteressante. Testar a consistência e durabilidade dessa nova formamaleável numa engenharia de materiais, de estruturas. Dispersar aosquatro ventos os nomes das palavras, trocando-as de lugar, numa práticapagã sem nenhum vetor linear de divino. Entre a mão direita que ordena omundo pela habilidade e a mão esquerda que encontra sua irmã emintuição inútil, as duas se juntam num gesto fantasma que produz osobjetos aqui expostos: coisas gestadas a partir de gesto e gestos derretidosque cristalizaram em coisas. Aqui, ainda tremem.
Céu Isatto
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expo Engenharia Pagã (curadoria Marina Schiesari e Céu Isatto) - Caroço / São Paulo SP
photos Estúdio em Obra
2026